Charlotte Brontë foi uma influência decisiva na literatura ocidental moderna. Na descrição do crítico literário Daniel S. Burt, “Charlotte Brontë foi a primeira historiadora da consciência íntima pessoal, graças a seu romance ‘Jane Eyre’”.
Até o surgimento de Charlotte Brontë, não faltou na Literatura Ocidental, é claro, um rico plantel de personagens que se transformavam ao longo das respectivas obras de ficção: era a ideia por trás d’O Progresso do Peregrino, de 1678, a obra literária de fundo teológico de John Bunyan, da qual, aliás, Charlotte era fã ardorosa, na qual o personagem sofria uma mutação, ou metamorfose, ou depuração de teor espiritual ao longo da história.
De Dante e Chaucer a Dickens — ou seria melhor dizer, desde Homero — a ideia da metamorfose espiritual do personagem estava no cerne da literatura ocidental.
Porém, quando Charlotte Brontë escreveu “Jane Eyre” algo novo aconteceu: nunca, até então, o processo psicológico de mudança dos personagens tinha sido descrito com tanta maestria, profundidade e realismo. O realismo psicológico da novelística posterior tem como pioneira Charlotte Brontë (ao lado de sua irmã Emily).
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